Eis, ao longe, o pássaro pairando,
O pássaro, tão só, voando em círculos,
Tão longe flutuando sem destino,
Senão o de perder-se nas alturas,
Entre abismo e silêncio, sem memória.
Eis a luz diáfana do céu,
Escorrendo no ar, se derramando,
A dissolver as sombras que se escondem
Nas estranhas do mundo.
Eis o verão: a luz solar
Serpenteia no ar acidulado,
Refletindo-se nas águas da manhã
Onde as cores do dia se represam.
sábado, 23 de junho de 2007
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