sexta-feira, 29 de junho de 2007

Campo de avencas

No campo das mais líricas avencas
Dissimular esgares de agonia
Não o farei jamais, pois a poesia
Assume compromisso com a fúria

De seu fruto morder, o mais amargo
E a lágrima sabendo, visgo, travo,
Entravado no centro da garganta,
No sumo que ressuma das palavras.

Não somente, do fruto, sua casca,
A polpa, sobretudo a mais secreta
E venenosa, provar, áspero cacto,

Mesmo a preço da morte do poeta,
Angústia de gerânios degolados
Esvaindo-se em cores mais sangrentas.

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