quinta-feira, 14 de junho de 2007

Campos

Ai vastos canaviais
Inocentes, na planura.

Sabor de cana-caiana
Esmagada entre os dentes,
Ai garapa nos meus lábios.

Raízes rasgam o ventre da terra,
Se entrelaçam, se entregam,
Enquanto os homens plantam seus gomos de mel.

Meninos, garimpai os cristais da manhã.
São léguas de verdes mares.
Ai Campos, canaviais.

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