A sombra da minha amiga,
Furtiva, passou por m mim.
Eu estava adormecido
Num resto de sonho extinto,
Fechado em mim como concha.
Ela sorriu ao meu sono,
Gesticulou indecisa,
E fugiu por um vão do destino,
Por trás do seu gesto recuado.
Vi a fuga de sua silhueta
E tentei acenar-lhe adeus,
Mas minhas mãos ficaram paradas
Como se fosse de pedra
sábado, 16 de junho de 2007
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