Andorinhas, andorinhas,
Com suas túnicas pretas,
Suas roupas de viúva.
Ai tempestades e chuvas
De asas negras, setas,
No fundo abismo do dia.
Que mãos ocultas distendem
As cordas tensas do arco
Que contra mim vos disparam?
E por que vindes, andorinhas,
Sibilantes de ameaças?
Bem sei que sou vosso alvo.
sábado, 16 de junho de 2007
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