Quando a noite se avoluma
Em sua esfera de trevas,
As coisas dormem na sombra,
Debruçadas, pensas, quietas.
São as coisas, desprovidas
De sangue e pensamento,
Sólido cubo inclinado
Na permanência do tempo.
Só os homens se desgastam,
Promontórios derruídos:
O coração que hoje bate
Amanhã perde seu ritmo.
domingo, 10 de junho de 2007
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