sábado, 16 de junho de 2007

Canção das coisas

Quando a noite se avoluma
Em sua esfera de trevas
As coisas dormem na sombra
Debruçadas, pensas, quietas.

São as coisas, desprovidas
De sangue e pensamento,
Sólido cubo inclinado
Na permanência do tempo.

Só os homens se desgastam,
Promontórios derruídos,
O coração que hoje bate
Amanhã perde seu ritmo.

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