sexta-feira, 15 de junho de 2007

Canção de setembro

Pelo canto do canário,
Vassalo das alvoradas,
Sigo o destino do rio.

E despido nesse espelho,
Eu me contemplo, desperto
Do sono em que me esfacelo.

Não tenho ouro nem prata,
Nem o vôo do besouro,
Nem a canção da cigarra,

Mas ao meu amor, por sê-lo,
Dou-lhe a mão, dou-lhe o sorriso,
A voz, o olhar, o cabelo.

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