Pelo canto do canário,
Vassalo das alvoradas,
Sigo o destino do rio.
E despido nesse espelho,
Eu me contemplo, desperto
Do sono em que me esfacelo.
Não tenho ouro nem prata,
Nem o vôo do besouro,
Nem a canção da cigarra,
Mas ao meu amor, por sê-lo,
Dou-lhe a mão, dou-lhe o sorriso,
A voz, o olhar, o cabelo.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
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