Que teu nome se recolha
Como ostra que se encolhe
Numa escarpa da memória,
Que se dissolve em silêncio,
Lúcido peixe, cativo
De lábios invioláveis.
Saberei guardá-lo
De qualquer raio de sol
No mais íntimo agasalho.
Porém que tua presença
Palpite nos meus momentos
Como úmida presença.
Serás o amor verdadeiro.
Viverei quieto, sorvendo
O sumo do teu mistério.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
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