Teus lábios sabem a pêssego maduro,
Presságios sumarentos, saibro e desafio
À minha fome de loucas mordeduras.
És o amor, o perigoso amor, aventureiro
De raízes ao vento, translúcida história
Em novíssimas formas renascida.
Contemplo-te o rosto e o ventre,
Dorso e ilharga, e desejo e viajo
Através da memória transparente.
E minha língua pousa como pétala
Esbraseada, nudez e cicatriz,
Na tua boca ferida de palavras.
sábado, 16 de junho de 2007
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