Molha, chuva, os meus campos ingratos,
Que me tornaram as flores infelizes,
Caídas a canminho, quase frutos,
No pó inútil e limpo de raízes.
Com a lavra de águas e de ventos,
Lava, chuva, os meus domínios cegos,
Territórios feridos pelo fogo
Onde ardem meus loucos pensamentos.
terça-feira, 19 de junho de 2007
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