Palavra a palavra,
Levantarei o poema,
Levarei às nuvens
Asas e silvos deixados
Por aves que me habitavam.
Pena mais pena,
Pois fazê-lo é mais
Que sonhar o vário
E deitar-se ao largo.
Porém, seu contrário.
Palavra a palavra,
Lavrarei sua áspera
Couraça de silêncio,
Mesmo que o tempo o destrua,
Como a qualquer pedra.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
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