É uma vila do agreste,
Sertão seco e acre,
Onde se cultiva a sede
Com agudo vinagre.
Onde se cultua o fogo,
O fogo dos sóis,
Corpos que se dilatam,
Almas que se contraem.
É uma vila do agreste
Onde homens encourados
Bebem lágrimas da face
E vivem dias salgados
quinta-feira, 14 de junho de 2007
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