Como a tímida corça que se entrega,
Vens, ovelha, saltar o meu valado,
Minha devesa onde cresce o gado,
Rebanho de novíssimas estrelas.
Então, poeta, aceito o desafio
De a vida flagrar, a rosa efêmera,
No ato de se dar, fêmea no cio,
E lavro, solitário, o meu poema.
No minuto tecido de silêncios,
Envolto em um bando de metáforas,
Sou pastor de pássaros e nuvens,
Abelhas e besouros mais selvagens,
E apascento um rebanho de poemas
No campo das mais líricas avencas.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
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