Do teu corpo que amei nada restou nesta praia,
Nem mesmo a marca dos teus pés no chão.
Os ventos, ciumentos, apagaram,
No lençol de areia,
A curva do teu seio esponsalício.
Depois, as águas subiram
Do fundo dos abismos,
Espumantes de iodo e cloro,
Brancas de cólera,
E alvejaram de vez o sal
De nossa nudez de cristal.
Só restou o irrisório entre o rochedo e o mar.
sábado, 23 de junho de 2007
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