Só digo de mim o que não sei
E não resguardo às manhãs.
O oposto ao verbo,ávido, escondo
No ventre de antigos precipícios,
Com minhas mãos que brincam de morrer.
Só dou de mim o que não sou
E não é senão morte.
Entrego por isso à tua fome
Meus ossos e olhos, minhas vísceras
E o sorriso que roubo dos espelhos.
Inútil reter as aves: elas voam
na liberdade do secreto vôo.
Minha solidão por isso, alegre, dou
À espada do Anjo-exterminador
Que vive dentro em mim, desconhecido.
terça-feira, 12 de junho de 2007
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