Não escuto senão esse murmúrio
De folhas, quando, tarde, o vento sopra,
E um pássaro qualquer, humilde e sem voz,
Vem visitar o meu secreto jardim.
Agora só me resta conversar
Com o pálido fantasma que(ninguém) ficou
Para todo o jamais,
Pois meus lábios selaram-se para sempre
E, mudo, o meu amor indiferente jaz.
domingo, 24 de junho de 2007
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