Eis o cavalo, altiva arquitetura,
De carne rubra e casco violento,
A sustentar-se na musculatura,
Elástica, sólida, tensa,
Lançado contra o vento das alturas.
Salta, vertiginoso,
Os abismos do tempo,
Esbanjando a energia dos relâmpagos,
Farejando o cio das potrancas desabrochadas
Para as ardências do sangue.
Depois, celebra, nitrindo, os incêndios do verão.
sábado, 23 de junho de 2007
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