segunda-feira, 25 de junho de 2007

Espanto

Às vezes, penso que sou
O pomar frondoso onde
Um pássaro fala de amor
Porém ninguém lhe responde.

Cansado do próprio canto,
Logo o pássaro se cala,
E pelos flancos do espanto
Só o silêncio resvala.

Nenhum comentário: