Eis o mistério de uma gota d'água
Lançada ao solo,
Gemendo nas areias, partindo-se,
Ao descer dos céus, em mil pedaços:
Ergue o seu protesto de água prisioneira
Em labirinto de múltiplos espelhos.
Ela se enraíza no futuro
E, súplice, se entrega e se liberta,
Na espiga que nasceu do grão de trigo,
Trazida, pelo pássaro, dos longes,
Para nela matar a sede.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
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