Um céu encardido
De césio e de estrôncio
Escarra nos homens.
Chuvas sulfúreas
E ácidas desabam
Em suas cabeças.
Nasce, tecida
De arame farpado
Em torno da vida,
A escura manhã
De espesso alcatrão,
A escorrer, feroz,
No chão putrefato
Dos mortos de ontem
Que agora se erguem
Dos lençóis manchados
De gosma e salsugem
Das noites insones.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
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