Um dia de janeiro, árdego e febril,
Desliza sua luz dourada sobre as nuvens,
Irisada ampulheta onde o sol do verão
Destila o tempo adormecido nas areias.
Recostado na praia, entre o rochedo e o mar,
Junto à fúria das ondas e ao grito das gaivotas,
Depois do por-do-sol em países ignorados
Onde as frutas se fendem ao furor das fomes,
Assisto ao revérbero de luz crepuscular,
Numa gota salgada a te escorrer dos flancos,
Espuma do mar talvez, talvez da carne.
domingo, 24 de junho de 2007
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