Deixo-te, meu filho, a luz do dia,
A branca luz das praias nordestinas,
Onde virgens, buscando o inesperado,
Entregam-se, sonhando, se é verão.
Lego-te, ainda, a poesia,
Como roteiro e mapa na floresta,
Onde pulse um tesouro sepultado
Nas areias do ardente coração.
A praia, o mar, a luz, a poesia,
Uma virgem com nome de Maria,
Incorruptível e pura inspiração.
Também o sentimento de poeta,
Instrumento de amor e descoberta,
Para que não seja, tua vida, em vão.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
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