Longe,
Além das montanhas azuis,
No país das máquinas triunfantes,
Lá está o amor,
Perdido para sempre,
Entre relâmpagos de prata
E o trovão trepidante dos motores.
Aqui, olhando gaivotas,
Entre rochedo e mar,
Perambulo sobre as areias inúteis,
E, como companhia,
Tenho apenas uma sombra obliqua,
A minha,
Ao cair da tarde.
Depois anoitece,
A lua solitária escala
As altíssimas torres do céu
Cheio de nuvens,
Iluminando-as.
E o vento da noite,
Uivando como o lobo das estepes,
Arrasta as folhas amarelas,
Do outono,
E me leva com elas.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário