Em silêncio, andávamos
Pelos bairros nobres,
Passeando, leves
De sermos jovens.
Leves como a luz
Do sol de agosto
Refletindo n’água
O pálido rosto,
Levíssimas aves
Nos dias serenos,
Ambos voávamos:
Éramos ingênuos.
Jardins revelavam
Ocultos segredos
E nós os tocávamos
Com a polpa dos dedos.
A gota fria
De chuva cheirosa
Chorando escorria
No talo de rosa.
Entretanto hoje
Bebemos o vinho
De um mundo que foge
Por outros caminhos.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
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