Diante do altar de enigmáticas Sibilas,
Os comedores de acarajé
Reúnem-se de pé, em ritual sagrado.
Degustam divinas iguarias,
Moldadas em gesto de magia
Na concha das mãos morenas:
O manjar de cada dia,
Aberto em bandas, pleno de crustáceos,
Aspergido no molho das pimentas,
Perfumado no aroma dos azeites,
Enche-lhes, o corpo, de vigor,
E, o espírito, de alegria.
Os seus olhos cintilam, comensais.
Explode no palato a luz do céu.
Eis o tributo que prestam
Aos mitos e deuses da Bahia.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
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