O verde-negro do bosque
Desce a colina e esparrama-se.
Ergue-se, soberbo, o jequitibá.
O céu tem reflexos dourados:
O sol renasce após o temporal
E a sua luz, molhada, tem uma transparência de sonho.
Longe, alguém contempla roças de cacau:
Seus olhos se perdem na linha do horizonte.
Adivinha-se, em seu peito,
O coração, passarinheiro.
Ao deslizar entre suas margens;
O rio repica as violas do amor,
Enquanto o chifre dos bois
Fere, de morte, o coração da paisagem.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
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