Na torrente compassada dessa
Hora, vejo o amor vivo
Sobre o lençol
Branco.
Ouço o gemido louco
E abafado oprimido entre
O branco da cal
Das quatro paredes.
Vejo a fluência de um
Em outro e a mudança
De dois em um.
Vejo entrelaçados (porém
Um) os dois corpos
Num ritual de dança
Selvagem.
E imagino a lágrima congelada
De silêncio, caindo quente
Sobre a flor entreaberta
E quase adormecida.
terça-feira, 12 de junho de 2007
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