Árvore antiga em campo verde,
Árvore de fim de tarde,
De folhas esquivas como pássaros
Celebrando a proeza de viver.
Arrostando séculos e dias,
Primavera, verão, outono, inverno.
O tempo que sacode e vergasta
Mais que a ventania,
Árvore de enrugado tronco
Como o corpo de um ancião,
Leio o destino dos homens
Nos teus veios e ásperas raízes.
E enquanto os raios solares
Fogem através de tua folhagem,
Saúdo a tua imagem
Como um símbolo do Eterno.
terça-feira, 12 de junho de 2007
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