sexta-feira, 29 de junho de 2007

Soneto de fevereiro

Arquipélago de luz itinerante
Em teus olhos de insólita manhã,
Em tua voz, os pássaros secretos
Sussurram, suavíssimos, a pureza

Dos seus timbres. Através das pupilas
O raio luminoso nos atinge,
E o seu súbito reflexo afugenta
Os fantasmas perdidos que assediam

Quando a noite vem. Assim, em brasas,
Amanheço e me elevo, após, em chamas,
No fundo das meninas, cor de mel,

Dos olhos teus: é tempo de inflamar-me,
Ao sol a pino dos índigos verões,
Nas praias de fogo do nosso árdego amor.

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