Arquipélago de luz itinerante
Em teus olhos de insólita manhã,
Em tua voz, os pássaros secretos
Sussurram, suavíssimos, a pureza
Dos seus timbres. Através das pupilas
O raio luminoso nos atinge,
E o seu súbito reflexo afugenta
Os fantasmas perdidos que assediam
Quando a noite vem. Assim, em brasas,
Amanheço e me elevo, após, em chamas,
No fundo das meninas, cor de mel,
Dos olhos teus: é tempo de inflamar-me,
Ao sol a pino dos índigos verões,
Nas praias de fogo do nosso árdego amor.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
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