Agora que estás morto e sem fronteiras,
Os limites do mundo se apagaram,
A linha do horizonte confundiu-se
Na névoa, para sempre, dos teus olhos.
No teu campo de pálidas papoulas,
Os pássaros celebram, indiferentes
Ao cadáver lavado pela chuva,
A vida a renascer numa crisálida.
Saltando os precipícios, escalaste
A crista petulante da montanha
Onde repousa o orgulho da paisagem.
Mordes agora o pó dessa ravina,
Banquete solitário de rapinas,
Ó morto, morto e só, sem homenagem.
sexta-feira, 1 de junho de 2007
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