Serei o próximo, penso comigo,
E se faz realidade o pensamento,
Caminho indeciso, olhar atento,
E sinto em cada pessoa o inimigo.
Sento-me à cedeira, medroso e lento,
E me sinto de repente sem abrigo,
Como se fosse meu último momento
E depois dom momento eu visse o perigo.
Sinto a ameaça da tesoura e do aço
Ante os meus olhos e um leve traço
De horror nasce a da lado.
Ato contínuo, um carrasco mau
Aperta-me ao pescoço um avental
Como uma forca ao condenado.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
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