sexta-feira, 15 de junho de 2007

Soneto V

Na manhã urgente de equinócio
O sonho de amor vem como as águas
Do longo rio que regressasse à fonte
De sua origem e aqui me encontrasse.

E o sonho novas formas reconhece
No tranqüilo gesto onde a poeira
Convive com a verdade passageira
De um beijo de amor que se contorce.

O amor, que se conhece efêmero,
Guarda nessa pedra suas linguagem
De agua fria: o rio é sua imagem.

E vai fluindo, grave e evanescente,
Na memoria. Ó música suave
De haver sido, um dia, adolescente

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