sexta-feira, 15 de junho de 2007

Soneto XII

Sentei-me em frente para o mar fugaz,
No topo culminante do penhasco,
Salgados ventos assaltam minha face,
Atiram meus cabelos para o alto.

Voltei as costas para esta cidade
Repleta de assassinos e de putas,
Não escuto sequer suas maldades
Havidas nos embates e nas lutas.

Nada mais vulgar do que o poeta
Cantar a teia que os homens tecem
Em torno de si próprios como insetos.

Alcei-me pois a essas culminâncias
Donde solto balões e me liberto
De dores, tristezas e de ânsias.

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