É tempo de salsugem e ventania,
Vejo na luz a vibração de escamas,
Cheiro de peixe e sua carne branca
Presentes nos mercados e nas ruas.
Cintila o mar a sua pele fria,
Arco-iris de águas infinitas,
E ouvem-se no ar canções malditas,
Cantadas por sereias todas nuas.
O látego de sal na minha face
Golpeia as espumas fervilhantes
E arrebenta as portas da cidade.
E adaga transparente, o claro dia
Fere-me de azul e me embriaga
De cheiro de maré e maresia.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
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