Inevitável desafio, a poesia,
Necessário como o vôo do pássaro
No abismo da manhã, o fundo abismo
Que ao pássaro livre se anuncia.
Poeta é quem aceita o desafio
Insone dessas chuvas derramadas
E consome seus dias decifrando
O sentido mais íntimo das águas.
E de outros elementos, noites claras,
Lábios e seios, frutos sazonados,
Emaranhado nessa encruzilhada
De espelhos convexos, e se oferece
A cumprir o mais puro sacrifício
De ser asa plena sobre o precipício.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
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