sábado, 23 de junho de 2007

Terra

Eis a terra, íntima, do sítio
Onde me encontro só e indiferente
Ao líquido murmúrio que se perde
Entre as pedras do tempo,
A terra nua, úmida de chuvas,
Inocente como o jardineiro
Que a junca de flores com seus dedos cálidos
E à noite, tonto de suas cores,
Dorme, somente, sem pensar em nada,
A terra virgem como o ventre inviolado
À espera de límpidas sementes
Que pássaros espalhem num sonho de colheitas,
Será minha, essa terra, ou serei dela?

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