Muge a vaca, o dia inteiro,
Junto ao curral,
Contemplando os horizontes
De arame farpado.
Não compreende que o bezerro morreu.
Rumina, inquieta,
Os talos de capim
E seu úbere se enche
De leite inútil
Para o filho ausente.
Acaricio-a
E como consolo
Indago-lhe o que sente.
Ela olha longe,
Um olhar de saudade
Como que procura
E mais alto muge
- Onde, onde, onde -
Como quem, pergunta.
Mas ninguém responde.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
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