Dói-me a vida como coice de mula,
Range-me a noite como louca mola,
Há um filete de sangue na medula,
Uma foice com fome de degola.
A cadela que nunca se consola,
Uivando para a lua, late, ulula,
O cavalo que nunca se controla
Bebe o mijo das éguas, rincha e pula.
Há demônios ocultos como súcubos,
Mulheres possuídas pelos íncubos
Deixando-se varar pelas estacas,
Há uma agulha na veia mais secreta
E um reflexo de lâminas e facas
Iluminando a goela das gavetas.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
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