Os cavalos alados vão no vento,
Voando leves, lívidos, além,
E o tropel dos seus cascos repercute
No silêncio de um campo imaginário.
São cavalos tecendo, em suas vozes,
Os relinchos dos íntimos desejos.
O perfume farejam, de alegóricas
Potrancas. A manhã roreja.
Suas asas de pássaros imêmores
Acentuam, levíssimas, a brisa,
Onde velam seus sonhos de luares.
São cavalos que aos altos céus devolvem
(Como as aves dissolvem-se no azul)
Suas crinas de chuva e seus corpos de nuvem
quinta-feira, 19 de julho de 2007
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