Cruzei a luz azul de uma paisagem
E aterrissei nos areais do mar,
Onde as aves do céu, ébrias de ar,
Soltam gritos com gosto de viagem.
Nuvens vão passando, devagar,
Como velas ao sol, branca miragem,
Sustentadas por ato de coragem
Dos ventos que não cessam de soprar.
Na sonora manhã de pedra e espuma,
Amantes cantam como bem-te-vis,
Anunciando a vida, leve pluma,
A ser vivida além dos rituais,
Porém, o que se cala é o que mais diz,
Como quem parte para nunca mais.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
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