terça-feira, 24 de julho de 2007

Soneto do amor da vida inteira

Cantarei teu amor, a vida inteira,
Que outro tema não vale um caracol,
Diante do tesouro descoberto,
Esquecido, entre dunas, nas areias.

Um tesouro de puras maravilhas,
Cintilavam teus olhos, esse espelho
Ávido de luz, e, contra o sol,
A pura seda em flor dos teus cabelos.

Cor e tons refletia tua pele,
Beijada pelos árdegos verões,
E as pessoas passavam indiferentes

(E cegas!) à tua intensa luz, porém
Os meus olhos pararam para vê-la,
Enquanto me doía o coração.

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