terça-feira, 17 de julho de 2007

Soneto do sol na cumeeira

Um pássaro, o sol, na cumeeira,
Aninhou-se, através das telhas vãs.
Suas plumas, de luzes irisadas,
Cambiaram, efêmeras, suas cores

Às da poesia: a chama acesa
No rastilho de pólvoras e mágicas,
Escalaram degraus, altos acessos
Às meninas travessas dos meus olhos.

Um pássaro de luz, a Poesia,
Retornara do céu de outros países
Trevosos. Sua chama em brasa ardia

Nas pupilas febris e as penetrava
Com finíssimas agulhas e cantava
O seu cântico de todos os matizes.

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