Invoco teu amor por testemunho,
Tua rosa molhada pelo orvalho,
Pelo pólen tão leve do meu talo
Onde a carne renasce irmã do sonho.
A curva do teu ventre como vale
Circundado por altos Pireneus,
Precipícios que pássaros escalam
Num vôo sinuoso para os céus.
Invoco, mais ainda, o sortilégio
Dos lábios desenhando sobre a pele
A forma inaugural do próprio beijo,
Pois se tudo é palavra, compromisso,
Teu grito na savana me revela
A certeza carnal de que estou vivo.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
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