Aqui, neste rochedo, à beira-mar,
Frente ao imenso mundo submerso,
Lúcido e triste, saudoso de te amar
Escrevo, em silêncio, versos.
E tua voz me diz: - escreve,
Escreve que o tempo é disperso,
Escreve que a vida é breve,
Enquanto dura o universo.
Escreve e escreve, não ousa
Fazer jamais outra coisa
Que possa levar-te às sombras.
Navega, tão só, teu sonho,
Enquanto escurece nas angras
O solitário perfil da noite insone.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
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