No campo esmeraldino a potra esgalga
Galopa ao fim da tarde derradeira,
Obstáculos vence, rasga a sombra
Ainda azul da noite zodiacal.
Sangra o peito do dia que esvai
Nas cores do crepúsculo sanguíneo,
Enquanto neste pasto de luares
Relampeja-lhe a clina em labaredas.
Dispara a cavalinha na paisagem
E seus cascos acesos repercutem
Nos tímpanos da insone madrugada.
Amanhã tornará, pluviosa, úmida
De orvalhos, minha bárbara potranca
De olhos verdes como águas marinhas.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
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