As estrelas cintilam como beijos
Na face do guerreiro agonizante
E a noite recompõe-se de asas negras
Como pássaro sem voz, decapitado.
Eis o tempo em que as gaivotas
Vencem mares de aquáticos silêncios,
E gritando proclamam-se mensagem
Revelada nos lábios do Poeta.
As sílabas levadas pelo vento
Como folhas de outono, secas, cegas,
Arrastam-se nas praias inocentes.
E nas amplas alvuras debruçadas
Na terra virgem do papel sem mácula,
Espalho ao vento o sêmen das palavras.
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
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