Teu sorriso me fez perder o folego,
Busquei fugindo o ardor de um sopro lívido,
Teu hálito provei, em desassossego
De tocar o amor com lábios tímidos.
Era o sopro terrível do destino
Estremecendo o pássaro do medo
Nos pomares frutíferos do menino,
Que via, revelado, o seu segrredo.
Estranha decoberta, esta de amar
Entre coisas insólitas, silentes,
Que de repente querem nos falar,
E dos dizem na voz do pintassilgo
Que o sonho aconteceu e doravante
Será o nosso eterno grão de trigo.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
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