Contemplo agora a luz do pôr-do-sol,
O sol, ardente coração da minha infância.
Nos revérberos da luz acidulada
O vulto ainda jovem do meu pai,
As pernas balouçantes, cavalga um burrinho,
Cresce para mim, avança olhos adentro.
Através do labirinto da memória
Retorno, e recebo a leve seda
Do abraço paterno, quase beijo
Nos cabelos que vento desalinha.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário