À casa do meu pai retorno em sonho
À procura dos símbolos pretéritos
E capturo os mitos que anteponho
Ao tempo inaugural, tempo de méritos
E pródigas canções. Instauro inquéritos
Às frágeis personagens que componho
Ainda hoje: a jovem mãe, o pai risonho.
Só não vejo na casa o mais emérito
Dos habitantes seus: a clara imagem
Gravada pelo fogo da memória
Quando a luz matutina se revela:
Minha face infantil. Mas num relance,
Abre-se-me a visão de longo alcance
E o menino me espreita na janela.
sábado, 25 de agosto de 2007
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